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Equipe SESI SP é campeã do 13ºTorneio Incentivo de Judô UniLins.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010.
22-11-2010

Bauru/SP
Sensei Hudson de Presidente Prudente e Sensei Marinho Esteves de Bauru
Ontem foi realizada na linda cidade de Lins/SP o 13º Torneio Incentivo de Judô UniLins, a EQUIPE DE JUDÔ SESI SP se sagrou campeã na Classificação Geral de pontos e ficou com o troféu de campeã e com o troféu transitório que só poderá ficar de posse após conquistar três vezes consecutivas ou cinco vezes alternadas.

Com 186 pontos na frente da equipe Judo Aleixo de Jaú/SP que ficou com 110 pontos, a EQUIPE SESI SP, foi a CAMPEÃ do Torneio.
Foto da Equipe SESI SP.
Quero parabenizar o Sensei Marinho Esteves, ao Sr. Clovis que é o diretor do SESI e um idealizador desse trabalho, bem como a todos os atletas que lutaram como grandes campeões, pois grandes foram os problemas que sofreram, mas superados e vencidos.

Agora a EQUIPE SESI SP aguarda o dia 27 de novembro de 2010 que será o 5º e última etapa do Circuito Regional, para receber mais um troféu de campeã, pois esta muito a frente das outras equipes.

Abaixo fotos de pódio dos atletas da Equipe SESI SP
João Medeiros Campeão.
Marcos Soares (Marcão) Campeão.



















Divulgação Judo Familia Fontes

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Seletiva do SESI SP foi um Sucesso.

22-11-2010

Bauru/SP
No Sábado dia 20 de novembro de 2010, aqui mesmo na cidade de Bauru/SP, a equipe de Judô do SESI SP, através de seu Sensei o Sr. Marinho Esteves, realizou uma seletiva que já havia sido divulgada anteriormente neste site e quero dizer que foi um sucesso e muito boa para mostrar que seu trabalho em apenas nove meses vem dando excelentes frutos.

Minha filha Gabriela Fontes (Bibi), participou buscando uma vaga para 1ª divisão da Equipe SESI SP, na categoria Pre Juvenil Meio Pesado.

Tivemos atletas de várias regiões do estado de São Paulo, bem como de outros estado, cito da cidade de Maceio capital do estado de Alagoas, o atleta Davi Kaled que conseguiu tutar muito bem no Juvenil e  também buscando vaga para fazer parte dessa excelente equipe e também uma familia, onde todos ali já o receberam como irmão.
Na esquerda temos Vinicius Vilela e ao seu lado Davi Kaled.

Aqui vemos um pouco da recepção ao atleta David Kaled.
Outros atletas estarão fazendo parte e em breve colocaremos aqui os classificados, que estarão treinando e competindo na equipe SESI SP.

Divulgação Judo Familia Fontes
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Bibi e Gigi Fontes conquistam OURO no 13º Torneio Incentivo de Judô UniLins.

22-11-2010

Bauru - SP

Ontem foi realizada na linda cidade de Lins/SP o 13º Torneio Incentivo de Judô UniLins, ao qual já relatei minha opnião na matéria anterior, mas agora o que vem ao caso é que neste torneio, Bibi e Gigi Fontes conquistaram mais uma medalha de OURO.

Bibi Fontes conquistou a medalha de OURO na categoria Infanto Juvenil Pesado, onde fez duas belas lutas vencendo as duas por IPPON.

Gigi Fontes conquistou a medalha de OURO na categoria Infanto Juvenil Meio Pesado, onde igualmente a sua irmã, fez duas maravilhosas lutas, sendo que a primeira venceu por IPOON e a segunda luta por Rantei, pois sua adversária é muito boa e já de velhas datas, na qual através deste lindo esporte já viraram amigas.

Agora Bibi e Gigi Fontes se preparam para a 5ª e última etapa do Circuito Regional da Federação Paulista de Judô que será sábado próximo dia 27 de novembro de 2010 na cidade de Pederneiras/SP.
Pela esquerda temos Bibi Fontes segurando o Troféu de campeão da Equipe e ao seu lado temos Gigi Fontes segurando o belo troféu de posse transitória.
 Agradecemos o apoio de:

PLASUTIL (A melhor empresa em utensílios de plástico do Brasil e do Mundo)
BAURUCEL (A melhor empresa em telefonia celular e aparelhos eletrônicos de Bauru e Região)
PRIMO SEGUROS (Uma empresa responsável para deixar a sua vida tranquila- Faça Seguros)
ACADEMIA GUARANÁ CLUBE (Uma Academia que tem tudo o que você precisa para ficar Sarado(a)).

Divulgação Judo Familia Fontes

Ricardo Fontes
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No dia 01 de Novembro de 2010 um dia inesquecível. Nasce Isabella Fontes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010.
16/11/2010.

Bauru-SP

No dia 01 de novembro de 2010, ás 15:15 no hospital da Unimed em Bauru/SP, nasceu mais uma integrante da Familia Fontes.

Isabella Fontes nasceu maravilhosa e perfeita, com 3,805 Kg e 50 cm, e o maior detalhe em seu nascimento foi quando a Drª Patricia, pediatra, estava limpando ela e me disse: "Nossa Ricardo ela já tem um aperto forte na mão, tem uma boa pegada de judoka".

Bom se ela será mais uma judoka isso é o tempo que irá dizer, mas o importante que ela esta em nosso meio para nos alegrar mais um pouco.

Agora com 15 dias de vida ela esta muito esperta e já cresceu 2,5 centimetros.

Esse é o pódio que eu e minha esposa temos na vida, pois os outros Bibi e Gigi Fontes estão tendo graças a Deus.

Obrigado.

Fiquem com Deus

Ricardo Fontes
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Kime-no-kata – Formas de decisão

segunda-feira, 15 de novembro de 2010.
15/11/2010

Criado por volta de 1906, a partir de outros estilos de jujutsu combinando com idéias de Jigoro Kano. Esse kata é igualmente reconhecido por shinken-shobu-no-kata, que se traduz em formas de combate real. Foi criado para perpetuar as técnicas de atemi-waza e só pode ser executado dessa forma especial, utilizando as mãos nuas ou com armas. Executa-se em 02 posições, uma ajoelhado e a outra em pé, divide-se em 02 grupos: Idori e Tachiai-Idori

I. Idori – Defesa em posição de seza

1. Ryote-dori – Segurar os dois pulsos com as duas mãos2. Tsukkake – Murro ao estômago3. Suri-age – Golpe deslizando pela face4. Yoko-uchi – Murro lateral5. Ushiro-dori – Agarrar os ombros por trás6. Tsukkomi – Golpe ao estômago com o punhal7. Kiri-komi – Fender a cabeça com o punhal8. Yoko-tsuki – Golpe lateral com o punhal

II. Tachi-ai – Defesas em posição de pé

1. Ryote-dori – Agarrar os dois pulsos com as duas mãos2. Sode-tori – Agarrar as mangas3. Tsukkake – Murro à cara4.Tsuki-age – Murro para cima (“uppercut”)5. Suri-age – Golpe deslizando pela face6. Yoko-uchi – Murro lateral7. Ke-age – Golpe aos testículos8. Ushiro-dori – Agarrar os ombros por trás9. Tsukkomi – Golpe ao estômago com o punhal10. Kiri-komi – Fender a cabeça com o punhal11. Nuki-kake – Impedir de desembainhar12. Kiri-oroshi – Fender a cabeça com o sabre

Idori – Defesa em posição de seza









Tachi-ai – Defesas em posição de pé












Divulgação Judo Familia Fontes

Fonte: Elton Silva
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UM OLHAR TRADICIONAL SOBRE A CONTEMPORÂNEA FILOSOFIA DO JUDO,

15/11/2010

Por:Clóvis Corrêa Luiz Júnior,Giovanna Carla Interdonato, Bianca Miarka e Márcia Greguol.

RESUMO

Este estudo teve como objetivo investigar qual a opinião dos mestres mais graduados em judô do estado do Paraná sobre a atual conduta dos judocas diante dos valores tradicionais da filosofia do judô. Para isso, foi realizada uma pesquisa de caráter qualitativo. A amostra foi composta por três senseis. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas. Os resultados demonstram que os senseis acreditam que houve grandes mudanças por parte dos atletas em relação à valorização da filosofia do judô. No entanto, eles enfatizam que existe uma pequena minoria que cultiva os valores tradicionais da filosofia do judô.
Palavras-chave: Filosofia, Judô, Tradicional

INTRODUÇÃO

Atualmente um dos assuntos que vem causando certa polêmica e que é dificilmente abordado é a questão dos princípios filosóficos do Judô, pelo fato de que a modalidade, na maioria das vezes, vem sendo vista e praticada apenas com caráter competitivo, esquecendo-se dos valores que abrangem esta arte marcial.
O objetivo do estudo foi investigar quais as percepções que alguns senseis apresentam sobre a aplicação atual dos princípios filosóficos originais do judô.
Com tal estudo será possível ponderar sobre como vem se tratando da parte filosófica que é parte fundamental do judô criado por Jigoro Kano (VIRGÍLIO, 1986).
JUDÔ: RAÍZES E CRIAÇÃO UM BREVE RELATO

As artes marciais foram praticadas no Japão durante o período feudal, como a lança, arco e flecha, esgrima e muitas outras. O jujutsu era uma delas, também chamado Taijutsu e Yawara. Era um sistema de ataques que envolvia projeções, pancadas, cuteladas perfurantes e lacerantes, estrangulamentos, cotoveladas, joelhadas e imobilizações do oponente, bem como a defesa contra esses ataques.

Embora as técnicas do jujutsu fossem conhecidas desde os tempos mais primitivos, até a última metade do século XVI o jujutsu não era praticado nem ensinado sistematicamente. Durante o período Edo (1603-1868) transformou-se numa arte complexa, ensinada por mestres de numerosas escolas (KODOKAN, 1994).

Um rapaz filho de imperadores japoneses como o nome de Jigoro Kano buscou no Jujutsu uma saída na qual pudesse desenvolver suas capacidades físicas e melhorar sua qualidade de vida, por ser um rapaz de porte físico fraco, por volta de 1,50m e 50 kg, e apresentar uma saúde debilitada. Kano tinha como principal objetivo aprender esta arte para resgatar o prestígio do país, que passava por fortes mudanças com a entrada da cultura estadunidense, e também tinha o propósito de utilizar a arte marcial para educar não apenas o corpo, mas a questão moral e intelectual do indivíduo. Ele possuía um senso crítico por ser um estudante universitário, o que foi importantíssimo para ele começar a fundamentar o seu aprendizado de jujutsu junto à ciência, tendo a base científica para fundamentar a arte que estaria para criar. Percebeu então que poderia realmente utilizar destas técnicas com pressupostos pedagógicos para trabalhar o caráter do indivíduo. Depois de algum tempo, no fundo de um templo, chamando eishoji, funda o Kodokan, (que “ko” significa divulgar, “do” significa caminho, doutrina da vida e “kan” é local), ou seja, local para divulgar doutrina da vida, onde começou a ensinar o Judô. Com isso Kano saiu totalmente dos padrões de nomes das academias de jujutsu que eram todos relacionados à guerra.

Nesta época ainda não se denominava Judô, então Kano conservou a primeira letra Ju de jujutsu e substitui o jutsu, que significa aprimoramento da arte, por do, que tem um significado amplo de caminho, como doutrina da vida, caminho da vida que o indivíduo deve seguir até a morte.

A filosofia de Jigoro Kano tinha como objetivo, de acordo com TAKAGAKI, SHARP, 1997) apud MIARKA, (2006), divulgar, através da arte chamada agora de Judô, sua prática em princípios filosóficos para torná-la um meio de aprimoramento físico, intelectual e do caráter, em processo de aperfeiçoamento geral do ser humano.
Para isto o Kano fundamentou a filosofia do judô em duas máximas e nove princípios, os quais caracterizam a verdadeira essência da filosofia judoística.

Virgilio (1986) comenta que, independente do objetivo com que se pratica Judô, tanto para fins recreativos ou competitivos, os princípios e a filosofia do judô devem ser constantemente embutidos em seus praticantes de maneira séria e responsável para que haja um progresso técnico e filosófico. Em 1938, em uma reunião do Comitê Olímpico em Cairo, Egito, com objetivo de levar as Olimpíadas de 1940 para o Japão, Kano ao ser entrevistado por um repórter disse que: “Judô tem toda característica de esporte competitivo, mas tem algo mais que é subjetivo, que é a essência do judô, que é formar caráter do indivíduo através da prática das técnicas; se incluírem o judô nas olimpíadas esta essência se perderá.”

O crescimento do judô em todo o mundo foi lento, mas constante. O impulso decisivo aconteceu nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 64, quando se tornou realmente um esporte olímpico de projeção internacional. A partir deste marco o Judô começou a se distanciar de sua filosofia e ser encarado apenas como uma forma de disputa. Logo, torna-se instigante investigar, pelo exposto, como os senseis mais tradicionais e graduados do estado do Paraná vêem este fenômeno atualmente.

MÉTODOS

Este estudo de natureza qualitativa teve por objetivo investigar a opinião dos mestres mais graduados em judô do estado do Paraná sobre a conduta dos judocas atualmente em relação aos valores da filosofia do judô. O método qualitativo possui a característica de ter como objeto situações complexas ou estritamente particulares. Pode não só descrever a complexidade de um problema, como também compreender e classificar processos dinâmicos de grupos da sociedade e, inclusive, contribuir para processos de transformação de certos grupos sociais. De acordo com Minayo (1994), a metodologia qualitativa é indicada ao reconhecimento de situações particulares, grupos específicos e universos simbólicos que, neste caso, vinculou-se à atual filosofia do judô na visão de mestres tradicionais desta arte.

O estudo foi realizado em duas etapas. A primeira foi a realização de uma revisão de literatura do tema em questão. A segunda correspondeu à entrevista que foi realizada através de um questionário elaborado pelos pesquisadores, o qual faz inferência ao tema questionado foi aplicado a uma amostra composta por três senseis, com idades entre 60 a 70 anos, com graduações acima do 7º Dan no Judô, todos portadores de diploma de nível superior e residentes no estado do Paraná.

As questões buscaram contemplar a temática e os elementos importantes a ela subjacentes sendo divido em três etapas:

1. Dados de identificação: Nome, idade, descendência etc.

2. História e trajetória de vida: “Com quantos anos se iniciou no Judô?”, “O que
significa a Filosofia do Judô para você?” etc.

3. Concepções dos senseis em relação à Filosofia do Judô: “Qual a sua visão da Filosofia do Judô em relação aos atletas atuais? Ela é praticada? Por que?”, “Quais os aspectos da filosofia do judô que o atleta pode levar para a sua formação e exercer seus direitos de cidadão ?”, etc.
Os dados obtidos foram analisados descritivamente por meio da Técnica de Análise de Conteúdo em que se tratou de descrever os conteúdos conforme análise que visou subtrair das comunicações, indicadores (qualitativos ou não) que possibilitassem fazer inferências de conhecimentos relativos às condições que permearam a emissãorecepção da mensagem comunicada.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados mostraram que os senseis acreditam que a filosofia do Judô continua a mesma desde que foi criada, mas a maneira de como esta filosofia vem sendo transmitida e empregada se modificou bastante, em todos os segmentos, desde os professores de academia no processo de ensino aprendizagem até os dirigentes na questão organizacional. De acordo com um dos entrevistados: “Anos atrás a formação dizia muito sobre o judoca, de onde foi formado, se o sensei era bem conceituado, mas na atualidade leva-se pouco em consideração esta referência. Acima de tudo, tem que gostar da modalidade, abraçá-la e levar junto seu semelhante. O mais difícil no Judô atualmente é administrar as vaidades, as mesquinharias. Só então quando isto se modificar é que poderemos adotar a filosofia do judô na teoria e também na prática”.

Este fato corrobora com o estudo realizado por SANTOS et al, (1990), o qual teve por objetivo analisar o conhecimento dos judocas em relação aos princípios filosóficos do judô. De acordo com o estudo, os judocas disseram que possuem o conhecimento de que a filosofia do judô existe. No entanto, cerca de 74% dos entrevistados não sabia dizer nenhum dos princípios que são aspectos primordiais da filosofia do judô. Logo os autores concluíram que a filosofia do judô está perdendo sua ideologia e deram como explicação ao fato a metodologia de ensino que os técnicos estão utilizando em seus treinamentos, em que adotam como objetivo apenas o rendimento esportivo. É válido ressaltar que um fator que pode justificar o não conhecimento da filosofia do judô são as diferenças culturais entre o oriente e o ocidente. De acordo com o estudo de Borges (2003), a falta de conhecimento ocorre pela confusão entre espiritualidade e religião, dando margem a diferentes interpretações e não entendimento, principalmente quando ocorre a falta de embasamento teórico.

Desta forma, faz-se necessário que seja transmitida a filosofia proposta pelo criador Jigoro Kano com os significados dos conceitos, os princípios e as máximas judoísticas.

Quando abordados sobre os benefícios da filosofia para a personalidade do indivíduo, as respostas foram unânimes. Todos disseram concordar que ela realmente tem a contribuir para os atletas. “A filosofia do judô leva a refletir que judô não é a ‘poção mágica’ que possa trazer todas as melhorias, mas através desta arte marcial, da experiência pessoal, pode-se aconselhar e demonstrar que a filosofia que em qualquer atividade que venha a exercer, dar o máximo de si, usando a capacidade individual racionalmente para que venha trazer benefício para a sociedade em todos os segmentos da vida, pessoalmente, profissionalmente, contribuir para a sociedade em todas as áreas que um judoca atua, sendo o melhor possível”.

De acordo com os senseis entrevistados, o judô atualmente vem sofrendo mudanças em todos seus aspectos principalmente os relacionados aos valores judoísticos fato este que eles atribuem principalmente ao caráter competitivo do esporte atualmente.

Para eles o judô nunca deveria ter sido olímpico, “aprimorou-se a prática e se esqueceu da filosofia e dos valores”. De acordo com a fala de um deles, um exemplo disto: “Em competições atualmente mal fazem esta saudação, e não se pode deixar a área de combate antes de saudar o adversário, mas o que se vê é atleta saindo correndo, comemorando, indo abraçar pai, mãe, namorada etc. O árbitro não pode arrastar o atleta de volta e abaixar a cabeça do atleta, então é preciso que sejam ensinados os bons modos”.

Quando perguntado sobre o que fazer para reverte esta situação, os mesmos disseram que: “A filosofia não pode ser mudada, mas pode ser adaptada à realidade da sociedade em que se vive, porém a essência de formar bom cidadão não deve ser modificada”. De acordo com os senseis, este processo de descaracterização do judô é dificilmente reversível e seria necessário que as federações e confederações se conscientizassem e buscassem alternativas para tentar modificar esta realidade.

CONCLUSÃO

Pode-se notar que os senseis mais graduados acreditam que houve grandes mudanças no modo de ensino da filosofia do judô, principalmente pela modalidade ter sido transformada em esporte mundial, em que se visa principalmente o rendimento técnico e se deixa de lado a essência do judô. Acreditam também que o processo é muito difícil de ser revertido e que caminha para uma divisão entre Judô Competitivo e Judô Tradicional, porém ainda crêem que existem muitos judocas que praticam o verdadeiro Judô, apesar das mudanças ocorridas nos últimos tempos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALEIXO, Antônio Lopes. A Dimensão Social do Judô na Formação do Jovem. IN: THE SECOND INTERNATIONAL JUDO FEDERATION WORLD JUDO CONFERENCE. Munique, 2001.
BORGES, E. O judô e suas simbologias ocidentais. Disponível em: http.www.judobrasil.com.br. Acessado em: 2 de junho. 2003.
CARVALHO, Mauri. Judô: a arte de educar para enfrentar. IN: PALESTRA “JUDÔ: ÉTICA E EDUCAÇÃO”. 2006, Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: II Módulo de Estágio Técnico da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro, 2006
DEL VECCHIO, Fabrício Boscolo; MATARUNA, Leonardo. Jigoro Kano e Barão De Coubertin: nuances de um pré olimpismo no oriente. Capminas, 2003.
DRIGO, Alexandre Jonatta. Reflexões sobre a História do Judô no Brasil: A Contribuição dos Senseis Uadi Mubarac e Luis Tambucci. ______, 1997.
KODOKAN. What is Judo? 4ª ed. Tokyo, 1956.
LASSERRE, Robert. Judô: Manual Prático. 2ª ed. São Paulo: Mestre Jou, 1975.
MIARKA, Bianca. Efeitos de Diferentes Ações Musculares Pré-esforço na Realização do Special Judô Fitness Test. 2007. Monografia (Especialização Lato sensu em Treinamento Esportivo) – Universidade Estadual de Londrina.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento científico:Pesquisa qualitativa em saúde (2a. ed.). São Paulo: Hucitec-Abrasco 1994.
RUAS, Vinícius. Os Admiráveis Samurais e a Etnografia de Jigoro Kano. Rio de J aneiro, 1997.
SANTOS, Saray Giovana. Judô: Onde Está o Caminho Suave?. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desenvolvimento Humano, Florianópolis, n. 1 Vol. 8, 2006 SANTOS, Saray Giovana; MELO, Sebastião Iberes Lopes. Os "ukemis" e o judoca: significado, importância, gosto e desconforto Revista Brasileira de ineantropometria
& Desenvolvimento Humano, Florianópolis, n. 2 Vol. 5, 2003 SANTOS, Saray Giovana. et al. Estudo sobre a Aplicação dos Princípios Judoísticos na Aprendizagem do Judô. Maringá, 1990.
SILVA, Daiene; SANTOS, Saray Giovana. Princípios filosóficos do judô aplicado à prática e ao cotidiano. http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Ano 10 - N° 86 – julho. 2005.
TICHENOR, Clyde. The Philosophy of Judo. Encimo Judo Club, 1999.
VIRGÍLIO, Stanley. A Arte do Judô. 2ª ed. Campinas: Papirus, 1986

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Fonte: Elton Silva
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Equipe Sesi imbatível na temporada

quinta-feira, 11 de novembro de 2010.
11/11/2010
Bauru/SP

Os judocas do Sesi SP/Bauru venceram todos os torneios disputados nesta temporada. Além de ter conquistado as quatro fases do Circuito Regional de Judô, a equipe foi campeã geral na III Copa São Carlos, disputada no último dia 16, e também no Torneio Internacional Nelson Morimoto, realizado no último dia 30, em Presidente Prudente. O saldo foi de 199 medalhas, sendo 80 de ouro, 60 de prata e 59 de bronze.

O professor Marinho Esteves, técnico da equipe do Sesi, destaca o alto nível dos atletas participantes, em média 520 atletas por torneio, e não esconde sua satisfação com desempenho de sua equipe. Esteves destaca o atleta Vinícius dos Santos Vilela, que conquistou o título de campeão absoluto (peso livre) no Torneio Internacional Nelson Morimoto.

Esteves lembra que o Sesi firmou convênio com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), que tem como empresa madrinha do projeto Acumuladores Ajax, abrindo mil vagas de judô em projetos sociais pela cidade de Bauru. A iniciativa irá beneficiar crianças, jovens e adolescentes que terão a oportunidade de praticar a arte marcial. “E é essa força da parceria que vem ajudando o Sesi se tornar uma das grandes forças do Judô nacional”, aponta o professor. O próximo desafio da equipe do Sesi SP/Semel/Ajax será dia 21 de novembro, em Lins, onde será disputado o Torneio Incentivo de Judô da Unilins.

Fonte: JCNET

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