História de Davi Kaled Loureiro, Foi amor a primeira queda!

domingo, 20 de março de 2011.
Davi Kaled em um belo ippon.
Como toda boa criança bem levada e sapeca, sempre fui muito bagunceiro e "elétrico".

Quando pequeno, adorava assistir filmes de ação com estrelas famosas de Hollywood no cenário das artes-marciais, como : Steven Segal, Jack Chan, Van Dame e outros. E todos aqueles movimentos, posições, demonstração de coragem e garra me facinavam.

Meu sonho quando criança era praticar um esporte como "Karate", ou qualquer coisa que envolvesse luta.

Foi então no ano de 2004 , na cidade de Maceió-AL (de onde sou natural) que o judô entrou na minha vida.

Meu pai Alexandre já havia praticado judô quando mais novo (assim como meus tios e avô), e como adorava o esporte começou a insistir para eu entrar na turminha de iniciantes que tinha em minha antiga escola (Colégio O Patinho Feio).
Depois de muita insistência de meu pai, e com o apoio de minha melhor amiga Bhárbara, que já praticava judô a alguns anos, resolvi fazer uma aula experimental.

Foi amor a primeira queda! Foi aí então que percebi que o tatame era meu lugar.

Como eu era muito ruim de bola e no colégio todos caçoavam de mim por conta disso, então ali no tatame eu me senti igual a todo mundo e bem acolhido. 

Jivaldo Santos, um segundo pai pra mim, meu primeiro e eterno mestre. O cara que ajudou a mudar minha vida e a tomar gosto pelo esporte. Com ele passei as primeiras sagas da minha vida no judô e Conquistei títulos importantes como: 3 títulos estaduais consecultivos, Ouro no Campeonato Brasileiro Regional de Judô sub-13(2008), e um inesquecível Bronze no Campeonato Brasileiro de Judô sub-13 (2008) , e várias copas pela região do nordeste. Éramos fortes de espírito e de judô, porém fraco de "money". Tudo que consegui até aí foi com esforço dobrado, muita coragem e garra.

Devido a problemas da direção do clube onde eu treinava, a luz do dojo foi cortada, e para não ficar sem treinar pois, campeonatos importantes se aproximavam, achamos o "gato" da salvação já que não tinhamos cão pra caçar no mato, então foi quando compramos luzes florescentes de emergência para utiliza-las no dojo, porém, muitas vezes tínhamos de treinar no escuro pois as luzes falhavam ou acabava a carga no meio do treino. Mas sempre com bom humor seguimos treinando firme, afinal, se não desse certo a vida no judô normal eu poderia tentar as para-olimpíadas para cegos já que estava acostumado a treinar na escuridão.

A vida continuou seguindo e por força do destino fui forçado a mudar de clube. Mudei de colégio (INTENSIVO) e comecei a treinar no dojo do mesmo, com o Sensei Charles Guimarães que por sinal é muito bom técnico, me treinou forte e consegui títulos importantes como : Bronze no Campeonato Brasileiro Regional (2009), Vice-campeão brasileiro regional (2010), Ouro e Bronze na Copa Minas Tenis Clube de judô (2009/2010), Bronze nas Olimpíadas Escolares (2010), 2 Campeonatos estaduais. Mas os títulos mais marcantes e mais importantes da minha vida foram o Vice-campeonato Brasileiro (2009), e o Vice-Campeonato Sul/Pan-Americano (2009).

Como sempre tive muita sede de aprendizagem e conhecimento de judô, e como todo atleta de um estado pequeno sonha em fazer parte de um dos grandes clubes do Brasil e estar entre as potências de sua nação, resolvi que era hora de mudar e procurar um centro de treinamento mais forte.

Foi em 2009, quando comecei a ser convidado a participar de "peneiras" (seletivas) para clubes do sudeste e do sul do Brasil perante bons resultados em competições.
Então iniciei minha jornada "nômade" pelo território brasileiro. Com muito esforço e raça, passei em todas as "peneiras" que participei, porém, não me identifiquei com as condições propostas pelos clubes e fiquei quieto por um tempo.

Do nada fiquei sabendo através de uma amiga de treino que em Bauru iria acontecer uma seletiva para integrar a equipe do SESI SÃO PAULO, clube que acabara de começar um projeto que estava sendo bem conceituado.

Mandei meu curriculum e fui chamado para participar da seletiva, ao qual consegui com muita vontade, vencer todos os combates e ser aceito no clube. Clube onde me identifiquei bastante com sua filosofia, seu estilo de treino e seus atletas que mais tarde se tornariam meus colegas de luta.

Aqui no Sesi, estou escrevendo mais um capítulo importante numa página em branco do livro da vida. Tenho ótimas espectativas, e tenho certeza que ao lado de meus companheiros de treino e do grande e admirável mestre, Sensei Marinho Esteves, vou aprender muito, acrescentar muitas coisas boas ao meu judô, além de guardar novas e importantes histórias de vida em minha memória.

Obrigado Judô Família Fontes por essa oportunidade de estar dividindo um pouquinho de minha vida e de minhas boas lembranças com todas as pessoas que fazem uso desse maravilhoso site como meio de informação e interação com o judô nacional. É realmente gratificante!

AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer primeiramente a Deus por me propor tamanhas experiências de vida e gratificantes lembraças que ficarão para sempre guardadas em minha memória.

Quero agradecer também ao meu primeiro sensei, Jivaldo Santos, por ter sido um segundo pai para mim e por ter me dado muita força em todos esses anos de luta.

Agradecer a minha família que deu forças e me ergueu quando necessitei de uma mão, que sempre me amaram e acreditaram em mim, independente de vitória ou derrota.

Sou grato ao SESI SP, ao sensei Marinho Esteves e aos meus amigos de treino que têm me ajudado a evoluir como judoca e como pessoa.

Sou muito mais grato aos meus adversários, que em cada esbarrão que deram em mim, eu pude aprender com isso e me tornar mais forte ainda.

Mas em especial, quero agradecer a uma pessoa que esteve comigo nos melhores e nos piores momentos da minha vida, uma pessoa que além de grande mestre, conseguiu me educar e fazer de mim um cidadão de bem, pois tudo o que EU SOU e tudo que EU TENHO, eu devo a você meu grande herói! EU TE AMO PAI!

Nós do Judô Família Fontes conhecemos o Davi na seletiva que foi no final do ano de 2010, aqui na cidade de Bauru, onde pudemos já de primeiro momento acolhe-lo como filho, o filho homem que não consegui ter, pois tenho 3 maravilhosas filhas, onde duas treinam com Davi, ao qual tem ajudado muito a evoluir o judô de ambas, com sua experiência e vivência no esporte.

Quero dizer também que tive a oportunidade de conhecer seu pai Alexandre na mesma data e juntos fomos até viajar para o torneio de Lins, onde também descobrimos que estavamos conhecendo um verdadeiro amigo e parceiro que queremos guardar para o resto de nossas vidas, sendo aqui no SESI ou em outro clube que Davi ou minhas filhas forem no futuro, a amizade tem que imperar para o resto da vida.

No começo do ano conhecemos sua mamãe Larizza que por sua vez não é nada diferente dos dois, sendo o pessoa amável e que trata o ser humano conforme ele merece que é com amor e lealdade, agora falta somente conhecer sua irmãzinha, mas creio que não irá faltar oportunidade, pois até seu avô conhecemos em uma rápida passagem por Bauru para matar a saudade de seu neto Davi.

Digo que no começo o mais famoso Davi Macachera Cuscuz, ficou bem abatido devido a saudade de seus pais que ficaram em Alagoas, mas com o passar dos dias ele foi vendo que era isso mesmo que queria e agora esta firme e forte para encarar essa nova empreitada de sua vida.

Queremos lhe dizer Davi: " Que já amamos muito você e que já faz parte de nossas vidas, onde torcemos por você, se alegramos em suas vitórias, choramos em suas derrotas, sentimos suas dores em suas contusões e ficamos felizes quando se recupera, contamos muito com você para que juntos conquistemos vagas na Seleção Brasileira de Judô".

Obrigado meu amigo por essa linda história e como sendo você, todos já irão entender o porque de ser tão engraçado lendo o início da história.

Divulgação Judô Família Fontes
Ricardo Fontes

O Judô Família Fontes é patrocinado por:

6 Comentários:

davi disse...

Caro Ricardo Fontes!

Quero lhe agradecer por essa singela homenagem feita ao meu filho!

E dizer que muito mais importante que as vitórias dentro do tatame, tem sido as amizades feitas por esse país a fora, amizades como a sua de de outras dezenas de pessoas que não dá para relacionar,pra não ser injusto com ninguém, e tudo isso graças ao judô!

Um forte abraço!

Alexandre Loureiro

Palavras & Histórias disse...

Uma garra e tanto! Ainda mais quando se apaixona na primeira queda.

E as palavras dirigidas ao pai? Emocionante!

Força garoto! Você já é um vencedor!!!

Parabéns pela sua inciativa. Seu espaço é muito bacana!

Anônimo disse...

Parabéns Davi... pelo atleta que vc é e tbm pelo pai q vc tem! nunca perca essa sua raiz familiar... pois a familia é a base de tudo! Sucesso véio! Seu primo,

TONINHO LOUREIRO

Anônimo disse...

Esse Menino vale OURO!!!

Parabéns!! Davi.

Luciana Melo

Anônimo disse...

QUE HISTÓRIA LINDA!!

PARABÉNS AO ATLETA E AO SITE JUDOFAMILIAFONTES PELA DIVULGAÇÃO DE HIST´RIAS COMO ESSA, QUE NOS EMOCIONA.

AMANDA PIMENTEL- RJ

Anônimo disse...

Davi
Que sua história sirva de exemplo para muitos outros atletas, no sentido de não desistir dos objetivos almejados.
Felicidades!!!

Fábio Duarte Tenório - Aracaju/SE

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